terça-feira, 16 de novembro de 2010

O que se defende quando se é contra o aborto?

Prova de que a proibição ao aborto no Brasil tem muito mais a ver com moralismo sexual do que com a proteção à vida é a ressalva permissiva ao aborto no caso de estupro. Trata-se de hipótese há décadas prevista no Ordenamento, amplamente aceita pela opinião pública. Raramente se vê crítica a esta ressalva, e quando é feita é por entidades religiosas. Admite-se que a mulher violentada não pode ser obrigada a gerar o fruto de uma violência.
Pois bem: o filho do estuprador é tão ser vivo quanto qualquer feto. Isto demonstra que a sociedade preza não a vida, e sim a castidade. A mulher que engravida se debatendo tem o direito de abortar, mas não aquela que “por pura sem-vergonhice” comete o ato sexual. Ao fim e ao cabo, o que se quer é que o sexo não seja impune.

Um comentário:

  1. eu tenho certeza que já comentei esse texto umas 3 vezes! seu blog me veta...humf!

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