Acabei de ler uma crítica ao documentário “This is It”, do Michael Jackson, escrita pelo ex-vocalista do RPM Paulo Ricardo, na Folha de São Paulo (pg. E8, 13/11/2009).
Segundo o texto, Paulo Ricardo passou quatro anos “trabalhando como jornalista e crítico” (boa parte do texto é sobre o próprio autor, egocêntrico contumaz). Dá para ver o motivo de ele ter deixado tal ofício.
O roqueiro bate fácil a marca de um lugar comum por parágrafo. Um texto fraco, fraco, cuja publicação nem mesmo o fato de Paulo Ricardo ser uma “celebridade” justifica.
Alguns exemplos de breguice literária encontrados no texto:
- “Michael Jackson juntou-se a James Brown no grande Apollo dos céus”.
- “Impossível falar de Jacko sem lamentar o bizarro “freak show” em que se deixou envolver” [“bizarro freak show” é um exemplo que deveria ser utilizado nos livros escolares para pleonasmo].
- “Mea culpa, mea maxima culpa!”, clamou Paulo Ricardo, pedindo perdão pelas palavras desditosas que tinha antes lançado contra o “Ninjinski pop”, que no filme cantava “como sereia”.
- Chega até a resumir Michael Jackson ao famigerado título de “o Cara”. Mas não antes de nos explicar que sua personalidade era a de “um verdadeiro leonino”.
Esta crítica publicada, se por um lado expõe o ridículo do ex-galã decadente, que um tempo atrás estava dando aula de “História do Rock´n Roll” para socialites em uma pós-graduação (com aval da USP), por outro me dá esperanças de um dia ter um texto meu também nas páginas do jornal. Pelo jeito o critério não anda tão alto.
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Os textos são tão bons qto as músicas dele. Acho q o ele deveria tentar ser dentista ou contador. Talvez, ele descobrisse alguma coisa na qual tenha talento...
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